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| Domingo, 17 Junho 2012 14:08 | |||||
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Liga Mundial 2012
Portugal repete derrota com a Bulgária ![]() A Bulgária venceu ontem, por 3:1 (25-19, 25-12, 18-25 e 25-20), Portugal no 2.º dia de competição do 2.º Torneio da Poule D da Fase Intercontinental da Liga Mundial 2012, a decorrer em Buenos Aires, capital da Argentina.
Após uma má prestação nos dois primeiros sets, sobretudo no segundo parcial, no qual o seis luso esteve irreconhecível, a Selecção Nacional reagiu de tal forma que empolgou o público argentino, protagonizando um terceiro set quase perfeito, em que vulgarizou o seu adversário, mostrando-se superior em todos os aspectos do jogo.
No outro jogo, a Alemanha venceu, pela margem máxima (3-0: 25/19, 25/23 e 25/23) a Argentina. Tal como tinha acontecido na véspera, Portugal entrou mal no jogo, tendo cometido erros na recepção e defesa alta que possibilitaram à Bulgária impor um ligeiro ascendente (5-2) e obrigaram Flavio Gulinelli a pedir um desconto de tempo. Tal não impediu que os búlgaros atingissem o primeiro tempo técnico com uma vantagem mais dilatada (8-4), fruto do seu terceiro bloco eficaz. O quarto bloco, da autoria de Todor Skrimov, deu o 11.º ponto à Bulgária (11-5). A supremacia do ataque e defesa alta dos homens de Leste levou a vantagem até os seis pontos (13-7), mas os portugueses reduziram a diferença com dois serviços directos consecutivos de Marco Ferreira (10-13). Contudo, dois blocos consecutivos dos búlgaros repuseram a distância (16-10 e 18-12). Aos 13-20, Gulinelli pediu desconto de tempo, mas era demasiado tarde: Tsvetan Sokolov, capitão da Bulgária, fez o 22-14 e tranquilizou completamente a sua equipa, que, pese embora os dois pontos no ataque conseguidos por Filipe Pinto (19-24), saiu vitoriosa do set por 25/19, com um ponto no ataque de Valentin Bratoev. No início do segundo set, a equipa de Nayden Naydenov continuou a explorar as debilidades na recepção dos portugueses (4-1, 6-2 e 8-3), que tardavam em desinibir-se e a pôr em prática o seu Voleibol, não obstante o incentivo do numeroso público argentino, que «puxava» por Portugal. Não estranhou, portanto, que Gulinelli reunisse os seus jogadores quando a Selecção Nacional perdia já por 3-11. Dois blocos individuais de Alex e Valdir ainda amenizaram a diferença (6-13), mas os búlgaros respiravam confiança e mostravam-se imparáveis no ataque (16-7, 18-8). Frente a uma potência na modalidade como a Bulgária, tal diferença só poderia significar uma coisa e foi com naturalidade que a equipa do Leste europeu chegou ao triunfo num set em que tudo correu mal para a equipa das quinas: 25/12. O terceiro set foi bem diferente dos anteriores,. Apoiados pelo público, os portugueses reorganizaram a sua recepção e defesa, alta e baixa, e fizeram valer o seu ataque: dois pontos consecutivos dos irmãos Marco e Alex Ferreira colocaram a equipa lusa na liderança do marcador (4-1). Como seria de prever, a Bulgária procurou reagir, mas Marcel Gil, com uma autêntica «bomba», fez o 7-3 e a experiência de Marco Ferreira tratou de colocar Portugal a vencer por quatro preciosos pontos (8-4) à chegada ao primeiro tempo técnico. Um ataque para fora de Skrimov (4-9) obrigou o técnico búlgaro a chamar ao banco os seus pupilos. Um serviço directo de Marcel (12-5) e um ataque à linha de André Lopes (13-6) puseram os búlgaros ainda mais nervosos. Completamente transfigurados em relação aos sets anteriores, os portugueses, sob a batuta de Tiago Violas, somavam pontos atrás de ponto, quer no ataque, quer no serviço: 15-7, pelo capitão André Lopes. Coube a Rui Santos rubricar, no ataque, o 16.º ponto (16-8). Os búlgaros regressaram ao campo cabisbaixos e assim o abandonaram no fim do parcial, que terminou com a vitória de Portugal (25/18) a ter a chancela de Marco Ferreira. O oposto português continuou a facturar no quarto set, assinando o seu 15.º ponto pessoal e o terceiro de Portugal (3-3) no set. Porém, Portugal «estacionou» no terceiro ponto e disso se aproveitaram os búlgaros para se distanciarem (7-3). Uma «fotografia» de Alex ao capitão búlgaro estancou a hemorragia de pontos perdidos, mas os búlgaros lograram levar o quarteto de pontos até ao primeiro tempo técnico (8-4). Portugal começava a sentir dificuldades em suster o ímpeto do ataque do seu adversário (5-10), Sokolov atacou a cima do bloco e... Alex respondeu na mesma moeda (8-12). Um serviço directo do zona 4 aproximou (11-14) Portugal e obrigou Naydenov a gastar um pedido de tempo. O banco de suplentes de Portugal puxava pelo público e este correspondia, o mesmo fazendo a equipa: 12-14, com um bloco de Marcel. Duas excelentes defesas consecutivas do libero Ivo casas inflamaram o público, que cantou o seu nome por largos minutos (13-15). Os portugueses procuraram não deixar arrefecer o entusiasmo dos espectadores, mas não conseguiram suster a reacção búlgara (18-13). Marco fez o seu 17.º ponto e o 15.º de Portugal (15-19) e o seu irmão Alex o 18-21 e o 14.º ponto da sua conta pessoal. A garra dos lusitanos empolgava o público, que não regateava o seu apoio aos portugueses, mas a experiência dos búlgaros foi decisiva na vitória no set e no jogo: 25/20. O búlgaro Viktor Iositov foi o melhor pontuador do jogo, com 20 pontos, mais dois do que Marco Ferreira. No final, Ivo Casas confessou ter ficado surpreendido, embora agradado, com a reacção do público argentino, que gritou o seu nome: "Foi bom. foi inesperado. Não estávamos a contar, parecia que jogávamos em casa. O apoio foi muito importante para no terceiro set termos conseguido protagonizar a reviravolta no jogo. Creio que o público gostou do nosso esforço e da nossa exibição nos terceiro e quarto sets". André Lopes, Capitão de Portugal: "O jogo de hoje poderia ser dividido em duas partes. A primeira compreende os dois primeiros sets, em que não estivemos em jogo, cometendo erros após erros. Na segunda parte, há a salientar a reacção no terceiro set e no quarto, nos quais já foi possível mostrar o nível do nosso Voleibol. Amanhã, se jogarmos assim, poderemos jogar de igual para igual com a Argentina e, quem sabe, obter a nossa primeira vitória". Flavio Gulinelli: "Entrámos muito mal no jogo e o nosso jogo praticamente nunca existiu. Depois, no terceiro set jogámos quase bem e no quarto set também estivemos a um bom nível, pese embora não termos conseguido vencer". A Selecção Nacional defronta agora a Argentina, num jogo que poderá ser seguido em directo no Sport TV a partir da 1h:00 da manhã de segunda-feira. Fonte: FPV
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